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Curta-metragem Chronophage 2026, de Rodrigo Mazutti, estreia na TV Fé e Luz
Produção experimental exibida no dia 1º de março de 2026 apresenta uma reflexão profunda sobre o tempo, a memória e o processo de aceitar o passado.
Publicado em 04/03/2026 09:50
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Rodrigo Mazutti em cena de Chronophage 2026 (Cronófago).

O curta-metragem psicológico Chronophage, escrito e dirigido pelo cineasta de Campinas, SP, Rodrigo Mazutti, estreou na programação da TV Fé e Luz no último domingo, 1º de março de 2026. A produção apresenta uma proposta artística experimental que convida o público a refletir sobre temas como o tempo, o luto e a necessidade de seguir em frente.

Ambientado na costa da Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, o filme acompanha Clay, um homem solitário que vive isolado e atormentado por memórias do passado. Sua rotina muda quando ele encontra um misterioso grimório que o conduz a uma figura enigmática conhecida como Chronophage — uma estátua submersa que simboliza o tempo consumindo tudo ao seu redor.

Um dos elementos mais marcantes do curta é sua linguagem visual incomum. Diferente de produções tradicionais, Chronophage utiliza enquadramentos fixos e praticamente nenhuma movimentação de câmera. O movimento nas cenas surge apenas de elementos sutis do ambiente, como reflexos de luz, pequenas ondulações da água e detalhes do cenário, criando uma atmosfera contemplativa e introspectiva.

Segundo Mazutti, essa escolha estética busca valorizar a reflexão do espectador, permitindo que cada imagem seja observada com calma e profundidade, reforçando o caráter simbólico da narrativa.

O desfecho do filme acontece em uma cena simples e simbólica na praia, quando o personagem Clay solta um pequeno barco de brinquedo no mar. O gesto representa a decisão de deixar o passado para trás e aceitar a passagem do tempo.

A exibição de Chronophage na TV Fé e Luz reforça o espaço que a emissora dedica a produções independentes e conteúdos audiovisuais que estimulam reflexão e sensibilidade artística.

 

Com esse projeto, Rodrigo Mazutti segue explorando novas formas de narrativa no cinema independente, combinando estética minimalista e temas universais que dialogam com a experiência humana.

 

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