Nasty Passion retorna com novo álbum e mira apresentações no Brasil
Banda formada no Sunset Strip prepara lançamento para dezembro, reúne Bruce Robb e Chris Bellman na produção e abre um novo capítulo após décadas de afastamento
O Nasty Passion está de volta. Formada em 1987 no Sunset Strip, em Hollywood, a banda de hard rock retomou as atividades e prepara um álbum para dezembro de 2026. O trabalho recupera músicas de antigas demos e reúne a experiência dos integrantes à energia que marcou a trajetória do grupo na cena de Los Angeles.
Em conversa realizada em 3 de outubro, os músicos revisitaram a história da banda, comentaram suas influências e apresentaram os planos para essa nova fase. A reunião começou em 2023, quando os integrantes restabeleceram contato pela internet após décadas separados. O reencontro levou à decisão de transformar material do passado em um disco completo de estúdio.
A formação atual reúne DJ Beatty na bateria, Vince McLean na guitarra-base, Shawn Strachan no baixo, Brian Coleman na guitarra solo e Jsin Lynch nos vocais. DJ e Brian estão entre os integrantes originais do grupo, cuja história começou após a mudança de músicos de Washington, DC, para Hollywood.
Das raízes no Sunset Strip ao novo disco
Com influências de Guns N’ Roses, Hanoi Rocks e Mötley Crüe, o Nasty Passion construiu sua identidade em torno de apresentações intensas, guitarras marcantes e uma atitude característica do hard rock do fim dos anos 1980.
Ao recordar as mudanças na indústria durante a década seguinte, Brian Coleman destacou como a ascensão do grunge e de outras vertentes pesadas alterou o espaço ocupado por aquele estilo. Na avaliação do guitarrista, o período também trouxe uma preferência por abordagens mais simples na guitarra.
Agora, o grupo procura recuperar sua essência com uma perspectiva renovada. O novo álbum foi mixado por Bruce Robb no Cherokee Studios e masterizado por Chris Bellman. Segundo os músicos, a mixagem analógica ajudou a preservar a sonoridade crua e a energia das performances, combinadas a uma produção contemporânea.
A proposta é apresentar a reunião como um novo capítulo criativo, impulsionado pela química entre músicos que compartilham uma longa história.
Música humana e retorno aos palcos
Durante a conversa, os integrantes também criticaram o uso de inteligência artificial para gerar música. Para a banda, emoção, interpretação e espontaneidade são elementos centrais da criação musical. Os músicos ressaltaram que pequenos erros e acontecimentos inesperados em apresentações ao vivo podem produzir momentos que a tecnologia não reproduz da mesma forma.
O retorno inclui apresentações programadas no Whisky a Go Go, em shows com Faster Pussycat e L.A. Guns. A banda também manifestou interesse em tocar no Brasil, tanto em apresentações próprias quanto em festivais.
Shawn Strachan agradeceu o apoio e expressou a expectativa de visitar o país em 2027. As possibilidades de uma passagem pelo Brasil ainda dependem de articulações com empresários, gravadora e produtores, sem datas confirmadas.
Além de novos singles, os próximos passos incluem o lançamento digital do álbum em dezembro e a produção de uma edição em vinil. O catálogo disponível do grupo pode ser encontrado nas principais plataformas de streaming.
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